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Assuntos diversos

PT e PMDB assumem Câmara dos deputados e Senado

José Sarney é reeleito para a presidência do Senado e Marco Maia presidirá a Câmara


Em 02.02.2011 às 00:00 Compartilhe:


José Sarney é reeleito presidente do Senado

O senador José Sarney (PMDB-AP) foi reeleito na terça-feira (1/2) para a presidência do Senado, cargo que vai ocupar pela quarta vez. Na presença dos 81 senadores, o peemedebista foi eleito por 70 votos contra 8 recebidos pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), único adversário de Sarney na disputa. Um senador votou nulo e dois senadores em branco.

Sarney só não recebeu o apoio do PSOL, que decidiu lançar candidato próprio como forma de protesto ao nome do peemedebista --pivô do escândalo dos "atos secretos" que levou a Casa a entrar numa crise ética em 2009. A bancada do PSOL tem apenas dois senadores, mas Randolfe conquistou o apoio de oito parlamentares.

A votação foi secreta, em cédulas de papel, como previsto pelo regimento do Senado quando há mais de um candidato na disputa. Randolfe discursou com a promessa de implementar uma "limpeza ética" no Senado caso eleito. Sarney optou pelo silêncio, sem discursar aos colegas. Mas cumprimentou o adversário ao final do seu pronunciamento.

A escolha de Sarney pelo PMDB foi uma estratégia para garantir a permanência da sigla no comando do Senado, uma vez que o nome do peemedebista é considerado como de "consenso" entre os senadores, inclusive os da oposição.

Pela tradição da Casa, a maior bancada eleita indica o presidente --prerrogativa que este ano cabia ao PMDB. O Senado volta a se reunir mais tarde para eleger os demais cargos da Mesa Diretora. O PT decidiu indicar a senadora Marta Suplicy (PT-SP) para a primeira vice-presidência da Casa. A petista venceu a disputa interna do partido com José Pimentel (PT-CE) para ficar por um ano no cargo. Em 2013, Pimentel assume suas funções.


Petista Marco Maia é eleito presidente da Câmara dos Deputados

O petista Marco Maia (RS), 45, é o novo presidente da Câmara dos Deputados, cargo que ocupará pelos próximos dois anos. Ele foi eleito na terça-feira (1/2), com 375 votos, contra 106 de Sandro Mabel (PR-GO), 16 de Chico Alencar (PSOL-RJ) e 9 de Jair Bolsonaro (PP-RJ). Outros três deputados votaram em branco. A eleição de Maia faz parte de um acordo costurado com o PMDB, maior aliado do PT. A proposta é que o líder peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN) assuma o posto no último biênio do mandato da presidente Dilma Rousseff.

Maia foi escolhido o candidato oficial do Planalto principalmente por causa de insatisfações internas no partido com a distribuição de cargos do segundo escalão e com o "paulistério" --domínio do PT paulista nos cargos de destaque. Ele conseguiu desbancar o favorito e líder do governo, Cândido Vacarezza (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP), em eleições internas que aconteceram no ano passado.

O Planalto trabalhou durante todo o tempo para fazer com que Maia fosse candidato único. Minou alguns nomes no caminho, como Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG). Mas não conseguiu impedir Mabel, que pode ser expulso pelo seu próprio partido. Maia foi eleito com o apoio oficial de 21 partidos, dos 22 com representatividade na Câmara, incluindo aí o PR de Mabel.

A eleição do petista significa uma vitória do Planalto. A primeira prova será o salário mínimo, cujo valor será definido em medida provisória a ser aprovada pelo Congresso. O governo quer R$ 545, mas muitos deputados aliados trabalham por, no mínimo, R$ 560.

Mesa Diretora
A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) foi escolhida a primeira-vice-presidente da Câmara com 450 votos.

O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) foi eleito segundo-vice-presidente, com 288 votos. A deputada Rebecca Garcia (PP-AM), que concorreu como candidata avulsa, obteve 211 votos. Houve 10 votos em branco.

O primeiro-secretário é o deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), eleito com 474 votos (35 em branco). O deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) foi eleito para segunda-secretaria, com 455 votos (54 em branco).

Para a terceira-secretaria, Inocêncio Oliveira (PR-PE) foi eleito com 421 votos (88 em branco). Na quarta-secretaria, Júlio Delgado (PSB-MG) assume o posto com 451 votos (58 em branco).

Os deputados eleitos para as quatro suplências foram: Geraldo Resende (PMDB-MS), com 432 votos; Manato (PDT-ES), com 420 votos; Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE), com 418 votos; e Sérgio Moraes (PTB-RS), que foi escolhido por 395 deputados.

Fonte: Folha de S.Paulo