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ANABB na imprensa

A maior parte dos funcionários, 42 mil, votou não ao relatório da Previ no dia primeiro de Agosto. A ANABB sempre esteve à frente dessas negociações...


Em 03.08.2001 às 00:00 Compartilhe:


ANABB na imprensa A maior parte dos funcionários, 42 mil, votou não ao relatório da Previ no dia primeiro de Agosto. A ANABB sempre esteve à frente dessas negociações e reafirmou sua posição nos principais jornais nesta semana.

Veja as matérias:

Relatório da Previ de 2000 é reprovado pelos associados
PREVI :Diretoria pode ser destituída Contas da Previ foram rejeitadas Previ: associados rejeitam prestação de contas Funcionários do BB querem ação contra diretoria da Previ Tarquínio, da Previ, admite 'risco' de destituição Associados da Previ não devem destituir diretoria Diretoria da Previ está sob ameaça

O Estado de S. Paulo Funcionários do BB querem ação contra diretoria da Previ Diretores são criticados por mudarem critérios sobre excedentes do fundo de pensão

ADRIANA FERNANDES e JACQUELINE FARID RIO - O presidente da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb), Valmir Camilo, disse ontem que os associados da Previ poderão entrar na Justiça com uma ação contra a diretoria do fundo de pensão. O objetivo é responsabilizar os diretores pela mudança no critério de distribuição de excedentes do fundo. A Anabb é contra a decisão do diretor fiscal nomeado pela Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Luís Rodrigues da Costa, de repassar ao banco R$ 2,2 bilhões de recursos que possui no fundo de pensão. O objetivo dos associados que reprovaram quarta-feira as contas da Previ referentes ao ano de 2000, segundo Camilo, é abrir a partir de agora um canal de negociações com a Previ e o BB. "O melhor caminho é esse", disse o presidente da Anabb. Ele acredita que os associados ganharam força porque essa foi a primeira vez que a rejeição ocorreu nos 96 anos do fundo. A decisão sobre os próximos passos dos 42 mil associados que rejeitaram as contas será tomada terça-feira em reunião na Anabb, em Brasília.

Segundo Camilo, é quase impossível obter os 80 mil votos necessários para a destituição dos diretores, mas para ele o que importa é que "a reprovação das contas mostrou a sua falta de credibilidade". O estatuto da Previ determina que, no caso da reprovação, o presidente da entidade, Luiz Tarquínio, é obrigado a convocar uma nova consulta entre os 120 mil associados para decidir se os diretores que aprovaram as contas devem permanecer no cargo.

Segundo o diretor de administração da entidade, Nélio Henriques Lima, foram favoráveis ao relatório das contas todos os seis membros da diretoria executiva, além dos sete integrantes do conselho deliberativo e dois do conselho fiscal. Esses diretores poderiam, portanto, ser destituídos por votação. Ontem circularam rumores de que a SPC faria uma intervenção na Previ, mas a secretaria negou.

(AE) Valor Econômico Tarquínio, da Previ, admite 'risco' de destituição Vera Saavedra Durão,

Do Rio O presidente da Caixa dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, admitiu ao Valor que existe "risco" da diretoria da Previ e dos integrantes dos conselhos deliberativo e fiscal que votaram pela aprovação das contas da fundação serem destituídos dos seus cargos, caso o corpo social da fundação assim o determine, após nova rodada de consulta a ser feita aos participantes do fundo sobre a questão. A seu ver, a reprovação das contas da fundação decorreu de um repúdio dos participantes do fundo a forma que as contas tomaram em função da implantação da paridade, conforme decisão tomada pelo diretor fiscal, Dimas Luiz Rodrigues da Costa.

Ainda este mês, Sardinha Ferro pretende cumprir as determinações do estatuto de 1997 e providenciar a nova consulta aos participantes da Previ."Não vou me enrolar com isto. Pretendo realizar esta consulta o mais breve possível, pois não é bom ficarmos sub judice", disse o presidente do maior fundo de pensão do país. Ele confessa que não sabe medir o risco a que a diretoria se expõe neste processo, mas avalia que o risco existe pelo simples fato de nos obrigar a convocar uma nova consulta. Sardinha Ferro chama a atenção para o fato de que mesmo com a não aprovação das contas e no caso da diretoria ser deposta pelo corpo social da Previ ,"a decisão da implantação da paridade na fundação -- 1 por 1, nas contribuições da patrocinadora Banco do Brasil e dos participantes do fundo - não terá retorno". Ele considera que o diretor fiscal, Dimas Luiz Rodrigues da Costa era representante do governo e este ato ( de impor a paridade) foi praticado por uma entidade do governo ( Secretaria de Previdencia Complementar). "Minha interpretação é de que, dificilmente, em não havendo a questão da paridade os demais atos da diretoria teriam sido rejeitados como foram", declarou Sardinha Ferro. Outro ponto polêmico apontado por ele como desencadeador da reprovação das contas da Previ foi o destino dado pelo diretor fiscal ao superavit atuarial de R$ 5 bilhões que o fundo dispunha no momento em que foi implantada a igualdade entre as contribuições dos funcionários e do BB.

O diretor fiscal dividiu o superávit de acordo com a antiga proporção das contribuições do banco (dois terços) e com isto abateu a dívida do BB com a Previ em R$ 2,2 bilhões.

O Globo: Associados da Previ não devem destituir diretoria A rejeição do balanço de 2000 da Previ, votada pelos funcionários e aposentados do Banco do Brasil, dá a eles o direito de destituir os diretores e conselheiros do fundo de pensão, mas isso não deve acontecer. É a opinião de quem trabalhou contra e a favor da rejeição das contas. Fontes da Previ dizem que sindicatos de bancários e associados do fundo quiseram mesmo cutucar o BB. O banco nomeou um interventor branco para a Previ, que determinou que parte do superávit de R$ 5 bilhões do fundo fosse transferido para o BB.

O dinheiro seria usado para custear a implantação da paridade - equalização da contribuição do banco e dos funcionários para o fundo. Sindicatos conseguiram liminares na Justiça contra essa transferência, mas ela está registrada no balanço da Previ e foi aprovada inclusive pelos diretores do fundo eleitos pelos funcionários. O fato de os eleitos terem aprovado o balanço do ano passado desagradou a setores do funcionalismo.

Segundo a fonte, eles não quiseram bater de frente com o BB. Agora, a rejeição mirou na diretoria. Mas a fonte diz que os funcionários não vêem irregularidades na gestão dos eleitos, por isso não vão querer destituí-los. Pelo estatuto da Previ, quando as contas são reprovadas, tem de haver uma votação para destituição ou não da diretoria e dos conselhos. Um diretor da Previ diz que isso deve começar no dia 20 de agosto ou 20 de setembro.

Maria Fernanda Delmas, do GloboNews.com Gazeta Mercantil 02/08/01 Relatório da Previ de 2000 é reprovado pelos associados Rio, 2 de agosto de 2001 - O relatório do ano passado da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) foi reprovado, ontem, pelos associados do fundo. A maior parte - 42 mil - disse não às contas apresentadas pela direção da Previ. Apenas 17 mil aprovaram o relatório de 2000.

Por conta disso, o presidente da Previ, Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, convocará até o fim do mês outra votação entre os funcionários, desta vez para decidir pela destituição de toda a diretoria, dos conselhos fiscal e deliberativo da Fundação. O movimento de rejeição das contas da Previ foi encabeçado pelo presidente da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb), Valmir Camilo, ligado ao PPS e apoiado pelos associados filiados ao PT. A reprovação foi devido aos 'prejuízos que a determinação do interventor indicado pela Secretaria de Previdência Complementar, Dimas da Costa, causará aos associados', nas palavras de um deles. Dimas Costa determinara que a Previ deveria fazer a paridade das contribuições entre o Banco do Brasil e os participantes.

Até dezembro do ano passado, para cada R$ 1,00 pago pelos funcionários do BB, o banco pagava R$ 2,00. Pela decisão do interventor, as contribuições passarão a ser divididas igualmente. O BB pagará R$ 1,5 e os participantes outros R$ 1,5. Com isso, parte do superávit da fundação, de R$ 4,2 bilhões, será destinado para cobrir o custo da paridade em lugar de voltar para os associados, como estava previsto.

Foi exatamente o impasse em torno do destino do excedente que determinou a intervenção na Previ. A rejeição às contas foi, segundo um executivo da Previ, um ato de repúdio à decisão do diretor fiscal indicado pela Secretaria de Previdência. Por essa razão, os associados, segundo a mesma fonte, tendem a votar a favor da permanência da diretoria e dos membros dos conselhos na Previ. Questões técnicas à parte, o pano de fundo da decisão está diretamente ligado às votações na Previ no próximo ano e à disputa interna entre os partidos.

O presidente da Anabb, Valmir Camilo, já declarou que é candidato. Serão eleitos pelos funcionários do BB um diretor, dois membros do conselho deliberativo e três para o conselho fiscal da Previ. (Gazeta Mercantil/Página B3)

 (Mônica Magnavita) Correio Braziliense PREVI Diretoria pode ser destituída Toda a diretoria, inclusive o presidente, da Previ - o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil -, poderá ser destituída por seus associados. Isso será possível porque as contas do fundo referentes ao ano 2000 foram rejeitadas pela maioria dos associados consultados pela Previ. É a primeira vez que isso ocorre em 96 anos da história do fundo.

O estatuto da Previ determina que, neste caso, o presidente da entidade, Luiz Tarquínio, é obrigado a convocar uma nova consulta entre os 120 mil associados para decidir se os diretores que aprovaram as contas devem permanecer ou não no cargo.

(Agência Estado) Valor Econômico Diretoria da Previ está sob ameaça

Mônica Izaguirre, De Brasília A diretoria do maior fundo de pensão do país corre o risco de cair. Durante uma votação de 40 dias concluída anteontem, os participantes da Previ - caixa de previdência dos funcionários do Banco do Brasil - rejeitaram a prestação de contas relativa a 2000. Nessa situação, o estatuto obriga o presidente da entidade, Luiz Tarquínio Ferro, a colocar em votação proposta de destituição dos atuais diretores. A data da consulta deve ser definida na semana que vem. Para que a destituição aconteça, no entanto, são necessários os votos de pelo menos dois terços dos cerca de 120 mil participantes da Previ.

Nessa hipótese, junto com a diretoria - composta por três diretores eleitos e três indicados pelo BB - também cairiam todo o conselho deliberativo e os integrantes do conselho fiscal que aprovaram a prestação de contas. Nélio Lima, diretor administrativo da Previ, não acredita na possibilidade de destituição. Para ele, a rejeição das contas por 58,6% dos votantes não reflete descontentamento com a gestão do fundo. No seu entendimento, o resultado da votação foi apenas um protesto dos funcionários do BB em relação à forma como se implantou, na Previ, a paridade de contribuições determinada pela Emenda Constitucional número 20.

O alvo da discordância foi mais especificamente o destino dado ao superávit atuarial que o fundo tinha no momento em que foi implantada a igualdade entre as contribuições dos funcionários e do banco.Como não houve acordo entre Previ e BB, no início deste ano, a Secretaria de Previdência Complementar do governo (SPC) nomeou um diretor fiscal para resolver o caso. Na prática um interventor, o diretor fiscal dividiu o superávit de acordo com a antiga proporção das contribuições do banco (dois terços). Com isso, a dívida do BB com a Previ foi abatida em R$ 2,2 bilhões. Posteriormente, uma liminar judicial tornou sem efeito a decisão do interventor. Mas como a questão ainda está sob júdice, a diretoria do fundo foi obrigada a provisionar este valor.

O Estado de S. Paulo Contas da Previ foram rejeitadas GUSTAVO PAUL e ADRIANA FERNANDES BRASÍLIA - Toda a diretoria, até o presidente, da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, poderá ser destituída por seus associados. Isso será possível porque as contas do fundo referentes ao ano 2000 foram rejeitadas pela maioria dos participantes em uma votação encerrada na noite da terça-feira. O estatuto da Previ determina que, nesse caso, o presidente da entidade, Luiz Tarquínio, é obrigado a convocar uma nova consulta entre os 120 mil associados para decidir se os diretores que aprovaram as contas devem permanecer no cargo. Segundo o diretor de administração da entidade. Nélio Henriques Lima, foram favoráveis ao relatório das contas todos os seis membros da diretoria executiva, além dos sete integrantes do conselho deliberativo e dois do conselho fiscal. A destituição poderá ocorrer com a aprovação de dois terços dos participantes, ou 80 mil pessoas. (AE)

O Globo Previ: associados rejeitam prestação de contas Sergio Fadul BRASÍLIA. A diretoria do maior fundo de pensão do país, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), com patrimônio de mais de R$ 37 bilhões e participações em mais de cem empresas, vai convocar seus 119.699 associados para votarem a destituição dela própria, dos sete integrantes do conselho deliberativo e de dois dos cinco conselheiros fiscais da instituição. Pela primeira vez em 97 anos, a Previ teve a prestação de contas rejeitada pelos associados e, pelas regras de seu estatuto, cabe agora ao presidente do fundo consultá-los para decidir se os integrantes da cúpula ficam ou não.
O relatório com a prestação de contas da Previ em 2000 foi rejeitado por 42.147 associados (58,6% dos votantes) e aprovado por 24,36% (17.528). Anularam ou votaram em branco 12.259 membros. Segundo o diretor de Administração da Previ, Nélio Henriques Lima, o resultado reflete a insatisfação com as decisões tomadas pela intervenção fiscal da Secretaria de Previdência Complementar, do Ministério da Previdência. O interventor do governo na Previ determinou que parte do superávit de caixa fosse utilizado para cobrir a diferença provocada pela adaptação ao sistema de paridade entre as contribuições dos associados e do patrocinador do fundo. - Oficialmente quem tem que aprovar nossas contas é a SPC, mas, de qualquer forma, a rejeição tem um efeito moral e político - afirmou Lima.

O presidente da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, Valmir Camilo, diz que o BB deve reabrir as discussões sobre o uso dos recursos e a paridade das contribuições.

Fonte: Agência ANABB