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Banco do Brasil

27/09 - BB e CEF querem pedir abusividade da greve ao TST

Representantes das instituições preveniram que os serviços começam a ser prejudicados pela greve. Presidente do TST pede negociação até a exaustão.


Em 27.09.2004 às 00:00 Compartilhe:


As direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal vieram hoje de manhã externar ao presidente do Tribunal do Superior do Trabalho, ministro Vantuil Abdala, a preocupação com a paralisação dos funcionários das duas instituições. A greve dos bancários completa hoje 13 dias e atinge 24 capitais. No encontro, os diretores relataram ao ministro Vantuil Abdala as dificuldades que a greve está provocando. O Banco do Brasil acentuou sua preocupação com relação ao pagamento dos aposentados, que é feito a partir do dia 1º. Os diretores ressaltaram que a preocupação deve-se ao fato de que as aposentadorias muitas vezes significam a manutenção de toda a família.

A direção da CEF relatou apreensão com o pagamento da Bolsa-Família, que se iniciaria hoje, além dos demais serviços prestados pela instituição, como o pagamento do seguro-desemprego e do FGTS. Os diretores do Banco do Brasil afirmaram que a greve está prejudicando o núcleo de negociação interna do Banco, que cuida das exportações. Os diretores dos dois bancos oficiais disseram ao presidente do TST que, a se manter este quadro, não terão outra alternativa senão ajuizar o dissídio coletivo no TST para pleitear o pedido de abusividade da greve e a manutenção dos serviços mínimos para assegurar o funcionamento de diversos setores.

O presidente do TST disse ter esperança de que seja encontrada uma solução negociada para o conflito. Ele adiantou que o Tribunal está atento ao desdobramento da situação e se dispõe a colaborar no que for possível para que se encontre uma solução. Vantuil Abdala enfatizou que a posição do Tribunal é de insistir na negociação até a exaustão. “A intervenção da Justiça do Trabalho deve ser um recurso extremo”, ponderou. Participaram da audiência o vice-presidente da CEF, Paulo Bretas, o diretor-jurídico, Antonio Carlos Ferreira, o gerente de contencioso, Jailton Zanon, e a diretora Diva de Souza. Do Banco do Brasil estavam o diretor-jurídico, Miguel Oscar, e o diretor de pessoal, Juraci Masieiro. (Fonte: site TST – 27/09)

Fonte: Agência ANABB