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Coronavírus

Consequências do coronavírus vão muito além da economia

Pandemia, que já causou 60 mortes no Brasil, traz também severos efeitos nos aspectos social e psicológico


Em 25.03.2020 às 14:03 Compartilhe:

Atualizada em 26/03, às 9h23

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), também conhecida como clube dos países ricos, afirma que o planeta vai levar anos para se recuperar dos efeitos da pandemia do novo coronavírus. Mas as consequências da doença ultrapassam, em muito, o aspecto econômico. A começar pela saúde, claro. Até esta quarta-feira (25/03), o covid19 já alcançava 420 mil casos em todo o mundo, causando a morte de cerca de 20 mil pessoas.  

No Brasil, na manhã desta quinta (26/03), já eram registrados 2.567 casos e a ocorrência de 60 mortes – incluindo as primeiras vítimas de Porto Alegre (RS), uma idosa de 91 anos que estava internada em unidade de tratamento intensivo; de São José, na Região Metropolitana de Florianópolis (SC), um homem de 86 anos; de Manaus (AM), um homem de 49 anos com quadro de hipertensão, proprietário de uma ótica e uma livraria; e de Recife (PE), um homem de 85 anos com outros problemas de saúde e que estava hospitalizado. Antes, as mortes por coronavírus no País estavam concentradas em São Paulo (48 casos) e Rio de Janeiro (oito vítimas). O número de pessoas contaminadas no Brasil tem dobrado a cada dois ou três dias.

Os casos de mortes fora da Região Sudeste são especialmente preocupantes por trazerem dois aspectos relevantes para a transmissão da doença a partir de agora. A chegada do outono na Região Sul, cujo clima ameno faz com que haja concentração de pessoas em ambientes fechados, de pouca circulação de ar, e a forte presença de povos indígenas na Região Norte. As doenças respiratórias são a principal causa de morte entre as populações nativas brasileiras, e o coronavírus se torna uma grave ameaça a esses grupos. Além disso, as comunidades indígenas estão sem acesso a itens como máscaras de proteção, essenciais em casos de contaminação nas aldeias.
 

DESPEDIDAS

Outra grave consequência da doença é a impossibilidade de realização de cerimônias de despedida de familiares que faleceram em virtude do coronavírus – por determinação sanitária, a fim de se evitar novos contágios. Na Itália e na Espanha, que se tornaram os países com maior número de mortes provocadas pela pandemia – são 6.820 e 3.434 vítimas, respectivamente, superando as 3.281 mortes confirmadas na China –, faltam até mesmo caixões para sepultar os mortos. Também foi constatado um aumento nos pedidos de divórcio, enquanto consequência inesperada da pandemia – tendo em vista a quarentena implementada na China durante o auge da contaminação, entre janeiro e fevereiro.


ECONOMIA

Voltando aos aspectos econômicos, a OCDE constata que o impacto do coronavírus já é maior do que o das crises financeiras de 2008, relacionada à especulação imobiliária nos Estados Unidos, e de 2001, em virtude dos atentados terroristas de 11 de Setembro. A organização prevê que quase todos os países serão afetados de alguma maneira. Ainda assim, tem orientado aos países-membros a adotarem como estratégia de enfretamento à pandemia a realização em massa de exames de detecção da doença, priorizando investimentos em diagnóstico e tratamento das pessoas infectadas. Afinal, a proteção à vida deve vir em primeiro lugar.

 

Para informações importantes sobre o coronavírus, acesse o hotsite criado pela ANABB:

ANABB e você, juntos contra o coronavírus!

Fonte: Agência ANABB